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Curso de Engenharia Elétrica: áreas e salário

Cinco anos e 3.600 horas: o que se estuda em Engenharia Elétrica, onde o engenheiro trabalha (energia, indústria, solar), o estágio, o piso em lei e se vale a pena. Leitura de 4 min · atualizado em 07/10/2026.

Grau
Bacharelado
Duração
5 anos (10 semestres)
Carga horária
3.600 horas, no mínimo, com estágio obrigatório
Modalidades
Presencial e semipresencial. Laboratórios e estágio são presenciais
Registro profissional
CREA do estado, obrigatório para exercer e assinar projeto

O que é o curso de Engenharia Elétrica

Engenharia Elétrica é o bacharelado de cinco anos que forma quem gera, transmite, distribui e usa energia elétrica — da usina à tomada, do poste ao painel solar. É uma das engenharias clássicas, presente em qualquer setor que dependa de energia, e fica ainda mais relevante com a expansão das fontes renováveis e dos veículos elétricos.

A carga mínima é de 3.600 horas, com estágio obrigatório e trabalho de conclusão. A parte de laboratório (circuitos, máquinas, instalações) é presencial.

O que se estuda

Os dois primeiros anos são o ciclo básico de engenharia: cálculo, álgebra linear, física, química, programação e estatística. É o trecho que mais reprova — quem passa por ele costuma terminar o curso.

Depois vem a engenharia elétrica propriamente dita: circuitos elétricos, eletromagnetismo, eletrônica analógica e digital, máquinas elétricas, sistemas de potência, instalações elétricas, eletrônica de potência, controle e energias renováveis. Muitas instituições oferecem ênfases, como sistemas de energia, eletrônica ou telecomunicações.

O que faz um engenheiro eletricista

O engenheiro eletricista projeta, constrói e mantém os sistemas elétricos: redes de distribuição, subestações, instalações de prédios e fábricas, sistemas de automação, usinas e parques solares e eólicos. Dimensiona cargas, cabos e proteções, elabora projetos, fiscaliza obras e garante que a instalação seja segura e eficiente.

A rotina varia entre escritório (cálculo, software, projeto) e campo (obra, comissionamento, manutenção). A responsabilidade técnica é de quem assina, pela ART.

Áreas de atuação

  • Geração, transmissão e distribuição — concessionárias, usinas e operadoras de rede.
  • Energias renováveis — projetos e instalação de energia solar e eólica.
  • Instalações elétricas — projetos para edifícios, indústrias e infraestrutura.
  • Automação e controle industrial — fábricas, processos e manutenção.
  • Eficiência energética — consultoria para reduzir o consumo de empresas.
  • Setor público — órgãos reguladores e concursos em estatais e prefeituras.
  • Docência e pesquisa.

Estágio: quando começa e onde procurar

O estágio obrigatório entra nos últimos semestres. O não obrigatório, remunerado, começa a partir do terceiro ou quarto semestre em indústrias, empresas de projeto e instalação e concessionárias de energia. Programas de trainee de grandes empresas do setor elétrico costumam ser o caminho mais rápido para o primeiro emprego.

Vale a Lei do Estágio: até 6 horas por dia e 30 por semana, bolsa e transporte obrigatórios no estágio não obrigatório, seguro e recesso. Em instalação elétrica, o estagiário só atua sob supervisão e com equipamento de proteção.

Onde procurar:

  • CIEE, Nube e IEL, com vagas na indústria.
  • Os programas de estágio e trainee de concessionárias e grandes indústrias.
  • Empresas de projeto e energia solar da sua cidade.

Mercado e salário

O engenheiro está amparado pela Lei nº 4.950-A/1966, que fixa o piso de seis salários mínimos para a jornada de seis horas, com acréscimo para as horas além disso. Acima do piso, o salário varia por setor, região, porte da empresa e experiência: indústria, energia e consultoria costumam remunerar melhor que o setor de serviços, e a especialização e a experiência em projetos pesam muito.

O mercado tem uma base permanente — toda atividade usa energia — e frentes em crescimento, como energia solar distribuída, eficiência energética e eletrificação da frota. Por outro lado, o desempenho das empresas depende de ciclos econômicos, e a vaga mais concorrida é a de grandes concessionárias.

Engenharia Elétrica é para você se…

  • Você gosta de física e de matemática e não foge de cálculo.
  • Tem curiosidade sobre como as coisas funcionam por dentro.
  • Está disposto a atuar em campo, com atenção redobrada à segurança.
  • Gosta de projetar, medir e testar.
  • Quer uma carreira com várias portas: energia, indústria, automação, telecomunicações.

Se o seu interesse é o computador por dentro, vale conhecer Engenharia de Computação. Se é a máquina em movimento, Engenharia Mecânica e Mecatrônica.

Vale a pena fazer Engenharia Elétrica?

Vale para quem gosta de ciência aplicada e de trabalho técnico e aceita um curso longo e exigente nos primeiros anos. É uma formação com piso em lei, ampla aplicação e boa mobilidade entre setores — e que ganha relevância com a transição energética. As melhores oportunidades costumam ir para quem faz estágio cedo, domina software de projeto e escolhe uma ênfase.

Perguntas frequentes

Quantos anos dura o curso de Engenharia Elétrica?

Cinco anos, em dez semestres, com carga horária mínima de 3.600 horas e estágio obrigatório supervisionado.

Engenharia Elétrica pode ser EAD?

Existem cursos semipresenciais, mas laboratórios e estágio são presenciais. Verifique a proporção de aulas presenciais e a estrutura de laboratório antes de escolher.

Precisa de registro no CREA para trabalhar?

Sim. O exercício da profissão e a assinatura de projetos exigem registro no CREA do estado, feito depois da colação de grau.

Qual a diferença entre Engenharia Elétrica e Eletrônica?

A Elétrica foca em energia: geração, transmissão, distribuição e instalações. A Eletrônica foca em circuitos, sensores e equipamentos de baixa potência. Os primeiros anos são parecidos, e muitos cursos oferecem as duas ênfases.

Qual é o piso salarial do engenheiro?

A Lei nº 4.950-A/1966 prevê seis salários mínimos para a jornada de seis horas. Acima disso, o salário depende do setor, da região e da experiência.

Fontes

Fontes: Resolução CNE/CES nº 2/2019 — Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Engenharia (24/04/2019) · Resolução CNE/CES nº 2/2007 — carga horária mínima e tempo de integralização dos bacharelados presenciais (18/06/2007) · Lei nº 5.194/1966 — regula o exercício das profissões de engenheiro, arquiteto e engenheiro-agrônomo (24/12/1966) · Lei nº 4.950-A/1966 — piso salarial de engenheiros, arquitetos, agrônomos, veterinários e químicos (22/04/1966) · Lei nº 11.788/2008 — Lei do Estágio (25/09/2008) · Confea — Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (07/10/2026).