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Curso de Engenharia Naval: o que faz e salário

Cinco anos e 3.600 horas: o que se estuda em Engenharia Naval, onde o engenheiro trabalha (estaleiros, offshore, portos), o piso em lei e se vale a pena. Leitura de 3 min · atualizado em 07/10/2026.

Grau
Bacharelado
Duração
5 anos (10 semestres)
Carga horária
3.600 horas, no mínimo, com estágio obrigatório
Modalidades
Presencial. Laboratórios e estágio exigem presença
Registro profissional
CREA do estado, obrigatório para exercer e assinar projeto

O que é o curso de Engenharia Naval

Engenharia Naval é o bacharelado de cinco anos que forma quem projeta, constrói e mantém navios, plataformas e embarcações. É uma engenharia de nicho, ligada ao transporte marítimo, ao petróleo e à defesa, e concentrada em poucas cidades com estaleiros e portos.

Segue as Diretrizes Curriculares Nacionais das engenharias, com carga mínima de 3.600 horas, laboratórios e estágio obrigatório. O registro no CREA é obrigatório para exercer e assinar projetos.

O que se estuda

Os dois primeiros anos formam o ciclo básico de engenharia: cálculo, física, química e programação. Depois vêm hidrostática e estabilidade, resistência e propulsão de navios, estruturas navais, projeto de embarcações, sistemas oceânicos e offshore, construção naval, máquinas marítimas, logística portuária e segurança, com simulação e visitas a estaleiros.

O que faz um engenheiro naval

O engenheiro naval projeta navios e plataformas, calcula estabilidade e resistência, acompanha a construção e a manutenção e garante o cumprimento de normas de segurança. Também atua em reparos, na operação de frotas e na engenharia de plataformas de petróleo.

A rotina combina projeto e cálculo no escritório com acompanhamento em estaleiros e, em algumas funções, trabalho a bordo.

Áreas de atuação

  • Estaleiros — projeto e construção de embarcações.
  • Petróleo e gás offshore — plataformas e sistemas submarinos.
  • Armadores e transporte marítimo — operação de frotas.
  • Sociedades classificadoras e vistorias — certificação.
  • Portos e logística marítima.
  • Marinha e defesa.
  • Consultoria e projetos.
  • Pesquisa e docência.

Estágio: quando começa e onde procurar

O estágio obrigatório entra nos últimos semestres. O estágio não obrigatório, remunerado, aparece em estaleiros, empresas offshore, armadores e institutos de pesquisa, em geral com processos seletivos concorridos e concentrados em poucas cidades. Equipes de projeto e de competição ajudam a ganhar prática.

Vale a Lei do Estágio: até 6 horas por dia e 30 por semana, bolsa e transporte obrigatórios no estágio não obrigatório, seguro e recesso.

Onde procurar:

  • CIEE e Nube, por cidade.
  • Estaleiros, empresas de petróleo e armadores da sua região.
  • Laboratórios e grupos de pesquisa da faculdade.

Mercado e salário

O engenheiro está amparado pela Lei nº 4.950-A/1966, que fixa o piso de seis salários mínimos para a jornada de seis horas, com acréscimo para as horas além dela. Acima do piso, o salário varia conforme o setor, a região, o porte da empresa e a experiência. Este guia não traz tabela salarial: números de pesquisas privadas divergem muito, e preferimos não citar valores sem fonte pública.

O mercado é pequeno, concentrado e muito sensível a ciclos — a indústria naval e o petróleo passaram por períodos de forte demanda e de poucas vagas. Os polos estão em poucas cidades do litoral, o que pode exigir mudança. A formação é transferível para outras engenharias e para o mercado offshore internacional, e a especialização e o inglês aumentam as oportunidades.

Engenharia Naval é para você se…

  • Você gosta de navios, do mar e de grandes estruturas.
  • Tem facilidade com física e matemática.
  • Aceita um curso exigente e um mercado concentrado.
  • Está disposto a mudar de cidade, ou até de país.
  • Se interessa por indústria offshore e transporte marítimo.

Se o seu interesse é o petróleo, vale conhecer Engenharia de Petróleo. Se é a máquina em geral, Engenharia Mecânica. Se é o oceano como ciência, Oceanografia.

Vale a pena fazer Engenharia Naval?

Vale para quem tem paixão pelo mar e pela construção naval, e aceita um mercado de nicho, concentrado e cíclico. É um curso de cinco anos, com mensalidade média a alta e poucas instituições. Vale conhecer o mercado da região antes de decidir.

Perguntas frequentes

Quantos anos dura o curso de Engenharia Naval?

Cinco anos, em dez semestres, com carga horária mínima de 3.600 horas e estágio obrigatório supervisionado.

Engenharia Naval pode ser EAD?

Não é adequado: laboratórios, simulações e estágio são presenciais.

Precisa de registro no CREA para trabalhar?

Sim. O exercício da profissão e a assinatura de projetos exigem registro no CREA do estado, feito depois da colação de grau.

Qual a diferença entre Engenharia Naval e Oceânica?

A Naval foca em navios e embarcações. A Oceânica inclui também estruturas offshore, como plataformas e sistemas submarinos. Muitos cursos oferecem as duas ênfases.

Qual é o piso salarial do engenheiro?

A Lei nº 4.950-A/1966 prevê seis salários mínimos para a jornada de seis horas. Acima disso, o salário depende do setor, da região e da experiência.

Fontes

Fontes: Resolução CNE/CES nº 2/2019 — Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Engenharia (24/04/2019) · Resolução CNE/CES nº 2/2007 — carga horária mínima e tempo de integralização dos bacharelados presenciais (18/06/2007) · Lei nº 5.194/1966 — regula o exercício das profissões de engenheiro, arquiteto e engenheiro-agrônomo (24/12/1966) · Lei nº 4.950-A/1966 — piso salarial de engenheiros, arquitetos, agrônomos, veterinários e químicos (22/04/1966) · Confea — Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (07/10/2026) · Lei nº 11.788/2008 — Lei do Estágio (25/09/2008).