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Curso de Engenharia de Petróleo: áreas e salário

Cinco anos e 3.600 horas: o que se estuda em Engenharia de Petróleo, onde o engenheiro trabalha (offshore, perfuração, produção), o piso em lei e se vale a pena. Leitura de 4 min · atualizado em 07/10/2026.

Grau
Bacharelado
Duração
5 anos (10 semestres)
Carga horária
3.600 horas, no mínimo, com estágio obrigatório
Modalidades
Presencial. Laboratórios e estágio exigem presença
Registro profissional
CREA do estado, obrigatório para exercer e assinar projeto

O que é o curso de Engenharia de Petróleo

Engenharia de Petróleo é o bacharelado de cinco anos que forma quem localiza, perfura e produz petróleo e gás natural, e leva esses recursos até a refinaria. É uma engenharia ligada a um setor estratégico, com grande presença de empresas operadoras e de serviços, e concentrada em regiões produtoras, como o litoral do Sudeste e o Nordeste.

Segue as Diretrizes Curriculares Nacionais das engenharias, com carga mínima de 3.600 horas, ciclo básico de cálculo e física, laboratórios e estágio obrigatório.

O que se estuda

Os dois primeiros anos formam o ciclo básico de engenharia: cálculo, física, química e programação. Depois vêm geologia do petróleo, perfuração de poços, engenharia de reservatórios, elevação e escoamento, produção, termodinâmica, mecânica dos fluidos, avaliação de formações, segurança e meio ambiente e gestão de ativos. O curso usa simulação computacional, laboratórios de fluidos e rochas e visitas técnicas.

O que faz um engenheiro de petróleo

O engenheiro de petróleo planeja e acompanha a vida de um poço: define como perfurar, simula o comportamento do reservatório, decide a melhor forma de produzir e escoar o óleo e o gás e acompanha a segurança e o impacto ambiental. Também avalia a viabilidade econômica de projetos.

A rotina pode incluir trabalho em escritório, em bases em terra e em plataformas marítimas, em regime de embarque — períodos em alto-mar, com folgas em terra.

Áreas de atuação

  • Perfuração e completação — projeto e acompanhamento de poços.
  • Engenharia de reservatórios — simulação e gestão da produção.
  • Produção e elevação — operação de campos e sistemas submarinos.
  • Segurança, meio ambiente e saúde — normas e prevenção de acidentes.
  • Empresas de serviços de petróleo — fornecedores e tecnologia.
  • Gás natural e energia — transporte, distribuição e transição energética.
  • Regulação e consultoria — agências e consultorias técnicas.
  • Pesquisa e docência.

Estágio: quando começa e onde procurar

O estágio obrigatório entra nos últimos semestres. O estágio não obrigatório, remunerado, aparece em operadoras, empresas de serviços, laboratórios e centros de pesquisa, com processos seletivos concorridos. Programas de estágio e de trainee de grandes empresas do setor são o caminho mais comum para o primeiro emprego, e a iniciação científica em simulação de reservatórios é um diferencial.

Vale a Lei do Estágio: até 6 horas por dia e 30 por semana, bolsa e transporte obrigatórios no estágio não obrigatório, seguro e recesso.

Onde procurar:

  • CIEE, Nube e IEL.
  • Programas de estágio e trainee de operadoras e empresas de serviços.
  • Laboratórios e grupos de pesquisa da faculdade.

Mercado e salário

O engenheiro está amparado pela Lei nº 4.950-A/1966, que fixa o piso de seis salários mínimos para a jornada de seis horas, com acréscimo para as horas além dela. Acima do piso, o salário varia conforme a empresa, o regime (terra ou embarque) e a experiência, e o setor de petróleo e gás costuma estar entre os que melhor remuneram. Este guia não traz tabela salarial por falta de fonte pública consolidada.

O mercado é muito sensível a ciclos: o preço do petróleo, os investimentos das operadoras e a política energética afetam a contratação, e já houve períodos de poucas vagas. A transição energética abre novas frentes, como gás natural, captura de carbono e energias renováveis, e a formação é transferível para outras engenharias.

Engenharia de Petróleo é para você se…

  • Você gosta de física, de matemática, de geologia e de fluidos.
  • Aceita trabalhar em regime de embarque, longe de casa, se for preciso.
  • Está disposto a morar em cidades de polos produtores.
  • Aceita um mercado cíclico e competitivo.
  • Quer atuar em um setor de alta tecnologia e de grande porte.

Se o seu interesse é a geologia, vale conhecer Geologia. Se é o processo industrial, Engenharia Química. Se é o meio ambiente, Engenharia Ambiental.

Vale a pena fazer Engenharia de Petróleo?

Vale para quem quer uma engenharia de nicho, de alta remuneração em bons ciclos e piso em lei, e aceita os riscos de um mercado cíclico e concentrado. É um curso de cinco anos, com mensalidade média a alta e oferta restrita em algumas regiões. Quem quer mais segurança pode escolher uma formação mais ampla e se especializar depois.

Perguntas frequentes

Quantos anos dura o curso de Engenharia de Petróleo?

Cinco anos, em dez semestres, com carga horária mínima de 3.600 horas e estágio obrigatório supervisionado.

Engenharia de Petróleo pode ser EAD?

Não é adequado: laboratórios, simulações e estágio são presenciais. Disciplinas teóricas podem ter parte online em cursos presenciais.

Precisa de registro no CREA para trabalhar?

Sim. O exercício da profissão e a assinatura de projetos exigem registro no CREA do estado, feito depois da colação de grau.

O engenheiro de petróleo sempre trabalha em plataforma?

Não. Há funções em escritório, em bases em terra e em laboratórios, além das funções embarcadas em plataformas, que operam em regime de escala.

Qual é o piso salarial do engenheiro?

A Lei nº 4.950-A/1966 prevê seis salários mínimos para a jornada de seis horas. Acima disso, o salário depende da empresa, do regime de trabalho e da experiência.

Fontes

Fontes: Resolução CNE/CES nº 2/2019 — Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Engenharia (24/04/2019) · Resolução CNE/CES nº 2/2007 — carga horária mínima e tempo de integralização dos bacharelados presenciais (18/06/2007) · Lei nº 5.194/1966 — regula o exercício das profissões de engenheiro, arquiteto e engenheiro-agrônomo (24/12/1966) · Lei nº 4.950-A/1966 — piso salarial de engenheiros, arquitetos, agrônomos, veterinários e químicos (22/04/1966) · Lei nº 11.788/2008 — Lei do Estágio (25/09/2008) · Confea — Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (07/10/2026).