- Grau
- Bacharelado
- Duração
- 5 anos (10 semestres)
- Carga horária
- 3.600 horas, no mínimo, com estágio obrigatório
- Modalidades
- Presencial. Laboratórios e estágio exigem presença
- Registro profissional
- CREA do estado, obrigatório para exercer e assinar projeto
O que é o curso de Engenharia de Petróleo
Engenharia de Petróleo é o bacharelado de cinco anos que forma quem localiza, perfura e produz petróleo e gás natural, e leva esses recursos até a refinaria. É uma engenharia ligada a um setor estratégico, com grande presença de empresas operadoras e de serviços, e concentrada em regiões produtoras, como o litoral do Sudeste e o Nordeste.
Segue as Diretrizes Curriculares Nacionais das engenharias, com carga mínima de 3.600 horas, ciclo básico de cálculo e física, laboratórios e estágio obrigatório.
O que se estuda
Os dois primeiros anos formam o ciclo básico de engenharia: cálculo, física, química e programação. Depois vêm geologia do petróleo, perfuração de poços, engenharia de reservatórios, elevação e escoamento, produção, termodinâmica, mecânica dos fluidos, avaliação de formações, segurança e meio ambiente e gestão de ativos. O curso usa simulação computacional, laboratórios de fluidos e rochas e visitas técnicas.
O que faz um engenheiro de petróleo
O engenheiro de petróleo planeja e acompanha a vida de um poço: define como perfurar, simula o comportamento do reservatório, decide a melhor forma de produzir e escoar o óleo e o gás e acompanha a segurança e o impacto ambiental. Também avalia a viabilidade econômica de projetos.
A rotina pode incluir trabalho em escritório, em bases em terra e em plataformas marítimas, em regime de embarque — períodos em alto-mar, com folgas em terra.
Áreas de atuação
- Perfuração e completação — projeto e acompanhamento de poços.
- Engenharia de reservatórios — simulação e gestão da produção.
- Produção e elevação — operação de campos e sistemas submarinos.
- Segurança, meio ambiente e saúde — normas e prevenção de acidentes.
- Empresas de serviços de petróleo — fornecedores e tecnologia.
- Gás natural e energia — transporte, distribuição e transição energética.
- Regulação e consultoria — agências e consultorias técnicas.
- Pesquisa e docência.
Estágio: quando começa e onde procurar
O estágio obrigatório entra nos últimos semestres. O estágio não obrigatório, remunerado, aparece em operadoras, empresas de serviços, laboratórios e centros de pesquisa, com processos seletivos concorridos. Programas de estágio e de trainee de grandes empresas do setor são o caminho mais comum para o primeiro emprego, e a iniciação científica em simulação de reservatórios é um diferencial.
Vale a Lei do Estágio: até 6 horas por dia e 30 por semana, bolsa e transporte obrigatórios no estágio não obrigatório, seguro e recesso.
Onde procurar:
- CIEE, Nube e IEL.
- Programas de estágio e trainee de operadoras e empresas de serviços.
- Laboratórios e grupos de pesquisa da faculdade.
Mercado e salário
O engenheiro está amparado pela Lei nº 4.950-A/1966, que fixa o piso de seis salários mínimos para a jornada de seis horas, com acréscimo para as horas além dela. Acima do piso, o salário varia conforme a empresa, o regime (terra ou embarque) e a experiência, e o setor de petróleo e gás costuma estar entre os que melhor remuneram. Este guia não traz tabela salarial por falta de fonte pública consolidada.
O mercado é muito sensível a ciclos: o preço do petróleo, os investimentos das operadoras e a política energética afetam a contratação, e já houve períodos de poucas vagas. A transição energética abre novas frentes, como gás natural, captura de carbono e energias renováveis, e a formação é transferível para outras engenharias.
Engenharia de Petróleo é para você se…
- Você gosta de física, de matemática, de geologia e de fluidos.
- Aceita trabalhar em regime de embarque, longe de casa, se for preciso.
- Está disposto a morar em cidades de polos produtores.
- Aceita um mercado cíclico e competitivo.
- Quer atuar em um setor de alta tecnologia e de grande porte.
Se o seu interesse é a geologia, vale conhecer Geologia. Se é o processo industrial, Engenharia Química. Se é o meio ambiente, Engenharia Ambiental.
Vale a pena fazer Engenharia de Petróleo?
Vale para quem quer uma engenharia de nicho, de alta remuneração em bons ciclos e piso em lei, e aceita os riscos de um mercado cíclico e concentrado. É um curso de cinco anos, com mensalidade média a alta e oferta restrita em algumas regiões. Quem quer mais segurança pode escolher uma formação mais ampla e se especializar depois.
Perguntas frequentes
Quantos anos dura o curso de Engenharia de Petróleo?
Cinco anos, em dez semestres, com carga horária mínima de 3.600 horas e estágio obrigatório supervisionado.
Engenharia de Petróleo pode ser EAD?
Não é adequado: laboratórios, simulações e estágio são presenciais. Disciplinas teóricas podem ter parte online em cursos presenciais.
Precisa de registro no CREA para trabalhar?
Sim. O exercício da profissão e a assinatura de projetos exigem registro no CREA do estado, feito depois da colação de grau.
O engenheiro de petróleo sempre trabalha em plataforma?
Não. Há funções em escritório, em bases em terra e em laboratórios, além das funções embarcadas em plataformas, que operam em regime de escala.
Qual é o piso salarial do engenheiro?
A Lei nº 4.950-A/1966 prevê seis salários mínimos para a jornada de seis horas. Acima disso, o salário depende da empresa, do regime de trabalho e da experiência.
Fontes
Fontes: Resolução CNE/CES nº 2/2019 — Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Engenharia (24/04/2019) · Resolução CNE/CES nº 2/2007 — carga horária mínima e tempo de integralização dos bacharelados presenciais (18/06/2007) · Lei nº 5.194/1966 — regula o exercício das profissões de engenheiro, arquiteto e engenheiro-agrônomo (24/12/1966) · Lei nº 4.950-A/1966 — piso salarial de engenheiros, arquitetos, agrônomos, veterinários e químicos (22/04/1966) · Lei nº 11.788/2008 — Lei do Estágio (25/09/2008) · Confea — Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (07/10/2026).