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Curso de Engenharia Aeronáutica: áreas e salário

Cinco anos e 3.600 horas: o que se estuda em Engenharia Aeronáutica, onde o engenheiro trabalha (indústria aeronáutica, manutenção, companhias aéreas), o piso em lei e se vale a pena. Leitura de 3 min · atualizado em 07/10/2026.

Grau
Bacharelado
Duração
5 anos (10 semestres)
Carga horária
3.600 horas, no mínimo, com estágio obrigatório
Modalidades
Presencial. Laboratórios e estágio exigem presença
Registro profissional
CREA do estado, obrigatório para exercer e assinar projeto

O que é o curso de Engenharia Aeronáutica

Engenharia Aeronáutica é o bacharelado de cinco anos que forma quem projeta, constrói, testa e mantém aeronaves: aviões, helicópteros e drones. É uma das engenharias de maior exigência técnica, porque cada decisão envolve segurança de pessoas e normas rigorosas de certificação.

Segue as Diretrizes Curriculares Nacionais das engenharias, com carga mínima de 3.600 horas, ciclo básico de cálculo e física, laboratórios e estágio obrigatório. Existem poucos cursos no país, concentrados em polos como o de São José dos Campos.

O que se estuda

Os dois primeiros anos formam o ciclo básico de engenharia: cálculo, física, química, álgebra linear e programação. Depois vêm aerodinâmica, mecânica de voo, estruturas aeronáuticas, propulsão, materiais, sistemas embarcados e controle, aviônica, projeto de aeronaves, manutenção e certificação. O aluno trabalha com simulação computacional, túneis de vento e projetos integradores.

O que faz um engenheiro aeronáutico

O engenheiro aeronáutico participa do projeto e da vida útil de uma aeronave: calcula estruturas, estuda o escoamento do ar, dimensiona sistemas, acompanha testes em solo e em voo, planeja a manutenção e garante que o conjunto atenda às regras de segurança e de certificação.

A rotina combina cálculo e simulação, reunião com equipes de várias especialidades, documentação técnica e acompanhamento de testes.

Áreas de atuação

  • Indústria aeronáutica — projeto, desenvolvimento e produção de aeronaves.
  • Manutenção e certificação — centros de manutenção e órgãos reguladores.
  • Companhias aéreas — engenharia de manutenção e de operações.
  • Aeroespacial e defesa — satélites, foguetes e aeronaves militares.
  • Drones e novas tecnologias de mobilidade aérea.
  • Pesquisa e desenvolvimento — institutos e universidades.
  • Consultoria e setor público — órgãos de regulação e controle do espaço aéreo.
  • Docência.

Estágio: quando começa e onde procurar

O estágio obrigatório entra nos últimos semestres. O estágio não obrigatório, remunerado, costuma aparecer em fabricantes de aeronaves, empresas de manutenção, companhias aéreas, institutos de pesquisa e empresas de drones, em geral com processos seletivos concorridos. Equipes de competição (aerodesign, foguetes, drones) são um diferencial muito valorizado.

Vale a Lei do Estágio: até 6 horas por dia e 30 por semana, bolsa e transporte obrigatórios no estágio não obrigatório, seguro e recesso.

Onde procurar:

  • CIEE, Nube e IEL.
  • Programas de estágio e trainee de fabricantes de aeronaves e de companhias aéreas.
  • Equipes de competição e laboratórios da faculdade.

Mercado e salário

O engenheiro está amparado pela Lei nº 4.950-A/1966, que fixa o piso de seis salários mínimos para a jornada de seis horas, com acréscimo para as horas além dela. Acima do piso, o salário varia conforme o setor, a região e a experiência, e as empresas do setor tendem a remunerar bem engenheiros experientes. Este guia não traz tabela salarial por falta de fonte pública consolidada.

O mercado é pequeno e concentrado em poucas cidades, com poucas empresas grandes e muita concorrência por vaga. Em compensação, a formação é bem valorizada e transferível para outras indústrias de alta tecnologia, como automotiva, energia e defesa.

Engenharia Aeronáutica é para você se…

  • Você gosta de aviação, de física e de matemática.
  • Tem rigor e atenção a detalhes e normas.
  • Aceita um curso difícil e competitivo, em poucas cidades.
  • Está disposto a mudar de cidade para estudar e trabalhar.
  • Quer atuar em uma indústria de alta tecnologia.

Se o seu interesse é a máquina em geral, vale conhecer Engenharia Mecânica. Se é a eletrônica embarcada, Engenharia Eletrônica e Mecatrônica. Se é a operação, o curso de Ciências Aeronáuticas.

Vale a pena fazer Engenharia Aeronáutica?

Vale para quem tem paixão pela aviação e disposição para um curso exigente, com piso em lei e uma formação respeitada no mercado de alta tecnologia. A mensalidade é alta, a oferta de cursos é pequena e o mercado é concentrado — vale conhecer a região e as empresas antes de decidir. Para quem não consegue trabalhar em aeronáutica, a base de engenharia permite migrar para outras indústrias.

Perguntas frequentes

Quantos anos dura o curso de Engenharia Aeronáutica?

Cinco anos, em dez semestres, com carga horária mínima de 3.600 horas e estágio obrigatório supervisionado.

Engenharia Aeronáutica pode ser EAD?

Não é adequado: laboratórios, simulações e estágio são presenciais. Disciplinas teóricas podem ter parte online em cursos presenciais.

Precisa de registro no CREA para trabalhar?

Sim. O exercício da profissão e a assinatura de projetos exigem registro no CREA do estado, feito depois da colação de grau.

Qual a diferença entre Engenharia Aeronáutica e Aeroespacial?

A Aeronáutica foca em aeronaves que voam dentro da atmosfera. A Aeroespacial inclui também veículos espaciais, como satélites e foguetes. Muitos cursos têm ênfases nas duas.

Qual é o piso salarial do engenheiro?

A Lei nº 4.950-A/1966 prevê seis salários mínimos para a jornada de seis horas. Acima disso, o salário depende do setor, da região e da experiência.

Fontes

Fontes: Resolução CNE/CES nº 2/2019 — Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Engenharia (24/04/2019) · Resolução CNE/CES nº 2/2007 — carga horária mínima e tempo de integralização dos bacharelados presenciais (18/06/2007) · Lei nº 5.194/1966 — regula o exercício das profissões de engenheiro, arquiteto e engenheiro-agrônomo (24/12/1966) · Lei nº 4.950-A/1966 — piso salarial de engenheiros, arquitetos, agrônomos, veterinários e químicos (22/04/1966) · Lei nº 11.788/2008 — Lei do Estágio (25/09/2008) · Confea — Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (07/10/2026).